Mapa Classificação

Os Nômades

Propriedades
Nome da tribo:Os Nômades
Sigla:NOM
Número de membros:6
Pontos dos 40 melhores jogadores310.908
Total de pontos:310.908
Média de pontos:51.818
Classificação:150
Oponentes derrotados: 6.600.357 (33.)
» Ficha da tribo (link externo)

Membros da tribo

Nome Classificação Pontos Classificação global Aldeias
- Sassuke Uchilla - 1 259,001 610 41
Streptos - 2 26,527 1347 7
OzzyP 3 10,723 2941 3
Rei dangello 4 9,952 5183 1
Mucir 5 4,240 14385 1
Railander Drewiany 6 465 21802 1
Brasão
Descrição
O Caminho dos Nômades

"Esta história acompanha a imagem de perfil dos Nômades: um grupo de guerreiros caminhando por estradas, carregando seus estandartes desgastados pela guerra. Ao fundo, aldeias em chamas e muralhas abandonadas representam o passado deixado para trás. Não há castelos dourados nem grandes exércitos, apenas homens que escolheram seguir juntos pelo respeito conquistado em batalha."

Dizem que em um reino distante de Tribal Wars existiu uma tribo que enfrentou uma das guerras mais longas e difíceis de sua história.

Durante mais de cinquenta dias, seus homens permaneceram na linha de frente. Enquanto muitos viam apenas relatórios e números, eles viviam a guerra de verdade. Passavam madrugadas defendendo aldeias, reconstruindo muralhas, reorganizando tropas e tentando impedir o avanço inimigo.

A cada novo ataque, a fronte resistia.

A cada aldeia perdida, havia uma tentativa de recuperação.

A cada derrota, surgia uma nova oportunidade de recomeçar.

Mas havia algo que poucos enxergavam.

Os apoios que mantinham aquela fronteira viva não vinham da tribo. Não vinham da estrutura que deveria sustentar seus guerreiros. Vinham apenas de um pequeno grupo de velhos amigos que lutavam lado a lado havia muito tempo. Eram eles que enviavam tropas, compartilhavam recursos, cobriam ausências e carregavam o peso da guerra quando muitos já haviam desistido.

Mesmo assim, quando algo dava errado, a culpa nunca era da liderança.

Se uma aldeia caía, a culpa era dos guerreiros.

Se uma estratégia falhava, a culpa era dos comandantes da fronte.

Se o inimigo avançava, a culpa era daqueles que estavam lutando.

Sempre havia uma explicação.

Sempre havia uma desculpa.

Sempre havia alguém para responsabilizar.

Menos aqueles que comandavam.

Os líderes jamais reconheciam os próprios erros. A falta de apoio era ignorada. A ausência de coordenação era justificada. A omissão de parte da antiga administração era tratada como algo normal. E enquanto os homens da fronte lutavam dia e noite, continuavam ouvindo discursos sobre o que deveriam ter feito melhor.

O mais curioso era que até os próprios inimigos demonstravam mais respeito.

Do outro lado da guerra, os adversários sabiam quem realmente estava segurando a linha. Sabiam quem permanecia acordado durante as madrugadas. Sabiam quem reconstruía aldeias destruídas e voltava ao combate poucas horas depois.

O reconhecimento que não encontravam dentro da própria casa acabavam encontrando entre aqueles que tentavam derrotá-los.

Com o passar dos dias, alguns veteranos deixaram seus cargos. Outros perderam a esperança. E os que continuavam na linha de frente perceberam que estavam lutando não apenas contra os inimigos, mas também contra a indiferença daqueles que deveriam apoiá-los.

Então chegou o momento da decisão.

Não houve traição.

Não houve conspiração.

Não houve acordo secreto.

Houve apenas o desgaste de homens que passaram mais de cinquenta dias defendendo uma fronte praticamente sozinhos, ouvindo críticas de quem pouco ajudava e carregando responsabilidades que deveriam ser divididas por toda a tribo.

Eles entenderam que lealdade não significa aceitar injustiças para sempre.

E então partiram.

Não em busca de poder.

Não em busca de títulos.

Não em busca de reconhecimento.

Mas em busca de algo que havia sido perdido ao longo da guerra: o respeito.

Foi assim que nasceu a Tribo Nômade.

Uma tribo sem grandes alianças.

Uma tribo sem promessas vazias.

Uma tribo formada por velhos amigos de fronte, homens que haviam compartilhado derrotas, reconstruções, vitórias improváveis e madrugadas inteiras defendendo uns aos outros.

Ali não importavam cargos.

Não importavam títulos.

Não importavam desculpas.

Importava apenas a confiança construída no campo de batalha.

Ali, os erros podiam ser admitidos.

Ali, o esforço era reconhecido.

Ali, a lealdade era conquistada através de ações, e não exigida através de palavras.

E assim os Nômades seguiram seu caminho pelas estradas do reino.

Como na imagem que carregam em seu estandarte: guerreiros sem reino, sem muralhas e sem promessas de glória, caminhando juntos rumo ao desconhecido, guiados apenas pela amizade forjada na guerra.

Sem impérios.

Sem privilégios.

Sem depender de alianças grandiosas.

Mas carregando algo que nenhuma derrota, nenhum líder e nenhuma guerra poderia lhes tirar:

O respeito conquistado entre irmãos de batalha.

Porque às vezes uma tribo não termina quando seus guerreiros partem.

Às vezes ela termina quando deixa de valorizar aqueles que a mantinham viva.